Livro Aberto da Elô...

Minha vida sempre foi um livro aberto (com as exceções impublicáveis, é claro). Já me ferrei por causa disso, tenho que admitir. Tenho tentado ser mais "reservada", na medida do possível. Enquanto não consigo, vou colocando tudo por aqui.. fotos e pontos de vista.. imagens do passado, presente e futuro (em forma de palavras, por que não?)

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

Amigas do Peito!!

O Grupo de Mães Amigas do Peito surgiu em 1980, por iniciativa da atriz Bíbi Vogel, junto com outras mulheres que perceberam a importância de compartilhar dificuldades, expectativas e sucessos vividos com a amamentação.

Desde o início, os grupos de apoio às mães e seus familiares têm sido a base do nosso trabalho. Esses grupos são abertos a todas as pessoas interessadas no tema, e se reúnem em locais fixos e públicos. Ao longo desses quase 30 anos de atividade, o Grupo de Mães Amigas do Peito atuou em diversos locais no Rio de Janeiro, e em outras cidades como: Niterói, Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Porto Alegre e Brasília. Atualmente existem grupos de apoio nas cidades do Rio de Janeiro e Niterói.

Em nossas reuniões nos propomos ajudar umas às outras através de nossas próprias experiências. São encontros que se desenvolvem de uma forma bastante descontraída. Não são aulas, nem palestras. Os assuntos surgem das necessidades do momento.

Quem participa?
Participam gestantes, mães, pais, bebês, crianças, avós, familiares, amigos, estudantes e demais interessados no tema da amamentação. Através de suas experiências, as pessoas que convivem mais de perto com a gestante ou mãe poderão apoiar ou prejudicar a amamentação.

Como funcionam?
Nos sentamos em círculo e, ao começar a reunião, cada pessoa se apresenta e explica a razão de sua presença no Grupo. A partir daí, discutimos os assuntos mais mencionados pelos participantes.

Quem coordena?
A reunião é coordenada por uma das Amigas do Peito. A coordenadora é uma mãe que teve uma experiência positiva de amamentação (amamentação exclusiva até o sexto mês e amamentação prolongada até 1 ano, no mínimo) e que participa ativamente das reuniões na sede e do trabalho da organização das Amigas do Peito.
A coordenadora procura ouvir mais do que falar. O objetivo é estimular as mães a se ajudarem e interferir apenas quando precisar acrescentar ou corrigir alguma informação importante.

Em resumo…
Nossas reuniões são baseadas em trocas de experiências e ajuda mútua. Venha participar! Acreditamos que esse trabalho de “formiguinha” pode formar uma grande sociedade!

NOVIDADE!! GRUPO VIRTUAL!!

Agora, visando a ampliação da rede de relacionamentos entre mães, e o fortalecimento desse apoio mútuo, foi criado um grupo de discussão por e-mail, na página do yahoogrupos, que está no endereço
http://br.groups.yahoo.com/group/amigasdopeitorj/

A princípio, a associação está aberta apenas às mães residentes no Estado do Rio de Janeiro.

Basta entrar no site e solicitar seu ingresso.

Esperamos por vocês neste canal de relacionamento!

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

Sarah chegou..

Eu ia começar este post dizendo que "infelizmente nao consegui parir".

Depois eu pensei melhor, lembrei de tudo, de cada dorzinha, cada berro, cada sensação no meu corpo, e conclui que eu consegui, sim.

Vou fazer meu relato depois, porque estou no intervalo entre uma mamada e outra, mas queria apenas mandar um resumo porque sei que a curiosidade é grande rsss

Entrei em trabalho de parto na sexta-feira, me senti estranha o dia inteiro, muito calor, o rosto vermelho, muitas contraçoes indolores. De noite, por volta das 10 horas, começou a doer, a ponto de eu nao conseguir mais ficar deitada.. acreditei que poderia mesmo ser a hora e saí da cama, fiquei curtindo e anotando ate as 2 da manhã, qdo resolvi ligar pra doula e pro médico.

Enfim, as dores foram aumentando, aumentando, passei 34 horas com trabalho de parto intenso, berrei, rebolei, tomei vinho, muito chuveiro quente, muita bola suíça, massagens da doula, carinho, músicas, penumbra, berros animalescos (nem sei o que os vizinhos pensaram de mim) mas eu nao aceitei ficar no hospital até ter certeza de que realmente a coisa nao ia evoluir.. ela nao encaixou, nao conseguiu entrar no canal, estava so batendo na bacia, meio de lado, assim foi encontrada qdo fizeram a cesariana. Minha dilatação nao passou de 1 dedinho forçando, chorei, descabelei, desesperei, nao podia acreditar que todo meu sonho tinha ido por agua abaixo...

Mas de repente me deu um flash, lembrei de todas aquelas horas intensas em casa, de todas as memórias que me vieram à cabeça durante as dores, e do valor que isso poderia ter pra mim. A minha querida doula, que agora admiro e amo ainda mais, me disse no ouvido bem baixinho "você precisava viver sua historia assim, e abrir caminho para suas filhas parirem.. nao temos controle sobre tudo.."

Então resolvi naquele momento que eu ia curtir minha filha nascendo, mesmo que nao fosse natural até o final, e fui para a sala de cirurgia andando, com minhas roupas, troquei apenas lã, fiquei no hospital apenas pouco mais de 24 horas, pois ela nasceu no domingo de manha e sai de la segunda depois do almoço para espanto de todas as enfermeiras e pessoas que foram me visitar e eu havia fugido kkkkkkkkkkkkk

Ainda nao estou 100% conformada com o final da história, mas posso dizer que valeu cada dor, cada grito, cada gemido, ainda que eu esteja agora com essa cicatriz dolorida na minha barriga. Ela vale tudo qe eu passei, faria tudo de novo..

Ainda que ela não tenha saído pelo canal natural, eu a vi nascer, eu participei de tudo, gerei muita ocitocina, produzi muito leite (sim, não faltou leite nenhum até agora, está transbordando, muito diferente do que aconteceu após a primeira cesariana). A equipe médica foi fantástica, me passaram calma, tranquilidade, me deixaram ver a Sarah saindo da barriga, abaixando aquele pano verde.. e ela veio assim, da barriga pro meu rosto, toda molhadinha, eu senti aquele cheirinho de molhado, cheiro meu..

Depois ela não saiu mais de perto de mim um segundo, foram feitos todos os procedimentos ali mesmo em cima de mim, não precisou de mais nada, não houve encubadora, esfregação, banho, aspiração..

O primeiro banho dela foi feito ontem, no chuveiro, com o papai, em casa!

Estamos muito felizes com a nossa nova princesa, e eu estou muito realizada por ter passado por essa experiência transformadora!

Sarah veio, definitivamente, mudar a minha vida..


Terça-feira, Setembro 29, 2009

VOCÊ CONFIA E PRONTO??

Texto da Mah, lista "partonosso", para pensar..


VOCÊ CONFIA NO SEU MÉDICO E PONTO FINAL?

No início da faculdade, após ler um texto, me interessei por ler a obra,
sugerido pela professora Suzana - "Os meus romanos", de Ina Von Binzer. O
livro contempla cartas enviadas, da autora, para uma amiga que estava na
Alemanha. Ina, alemã, era professora, morando no Brasil na metade do século
XIX, a fim de educar filhos de ricos fazendeiros.

Ela dizia que neste país, todo brasileiro bem nascido ou bem colocado na
vida ganhava o status de "doutor". Teses, longas produções acadêmicas, tudo
era dispensável. O nobre status era dado automaticamente em função das
posses que alguém possuía. Brilhante e lamentável constatação. Aliás,
tragicômica. Isso foi escrito há 150 anos atrás.

Em se considerando que alguém seja, realmente, um doutor, mas ainda mais do
que isso: UM DOUTOR MÉDICO, é impossível que a nobreza não seja elevada ao
quadrado. Idolatramos o diploma do médico como quem idolatra um DEUS - A
começar pela entusiasta forma como a imprensa noticia
os vestibulandos aprovados em medicina.

Não seria um contrasenso lembrarmos que, possivelmente, em algum momento de
nossas vidas estudamos muito - e não estudamos bem. Estudar muito nunca
foi sinônimo de competência, ou atestado de sabedoria. Talvez constitua uma
virtude - Mas não é o determinante.

Diploma, pelo diploma em si, Chateaubriand e Roberto Marinho não poderiam
ser jornalistas hoje. Laboriou, um ilustre botânico brasileiro, Ph.D. pelo
Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e membro da Academia
Brasileira de Ciências não pôde ensinar na USP, pois não tinha graduação. Josef
Mengele, médico alemão, com doutorado pelas Universidades de Frankfurt e
Munique, injetou tinta azul nos olhos de crianças. Dissecou anões vivos. E
não foi por falta de diploma.

A idolatria que fazemos do diploma médico, somada a uma eventual simpatia,
ao carinho ou ao simples tradicionalismo de consultar com aquele que já nos
SALVOU tantas vezes (Esse dotô está com a nossa família desde mil novecentos
e guaraná com rolha!) nos impede de CONSTATAR que pesquisas, que evidências
científicas e a opinião de outros profissionais ou a de "leigos" (leia-se:
não diplomados), possa ser o que há de genuíno e seguro.

Se você confia no seu médico de olhos fechados, é hora de abri-los. A
verdade está lá fora. Seu médico não é Deus. Não é Chuck Norris. Não tem
poderes mágicos. Fez faculdade, será que vez em quando não jogava truco? Ele
não é humano? Não é influenciável, não está sujeito à cultura? Não é
corruptível como o é cada um de nós? Há alguma espécie de impermeabilidade
cerebral nesta criatura, que a deixa imune quanto às más tendências dos
meios, imune a condutas corrompidas?

Você aposta a sua vida por venerar alguém APENAS porque ele tem um diploma?

(e é isso - thanks! Referências: A Idolatria do Diploma - Claudio de Moura
Castro/ Os meus romanos - Ina Von Binzer)

Segunda-feira, Setembro 14, 2009

Mulher...




Sarah está aqui dentro há 38 semanas!

Recebi esse texto e estou postando porque parece até que alguém adivinhou o que estou sentindo.. não sei quem é a autora.

"Porque esse pode ser o meu último filho, e eu preciso experimentar o que o meu corpo pode.
Quero sentir meu filho passando através da minha bacia, abrindo
meus ossos, fazendo eles quase quebrarem pela força do meu filho dentro de mim.
Quero sentir meu filho descendo e encaixando sua cabeça nas minhas
entranhas, milímetro a milímetro, como se estivéssemos dançando um tango emocionante, onde cada passo fosse totalmente calculado para o resultado perfeito.
Quero sentir minhas mucosas cedendo espaço e esquentando a cada
contração, quero sentir meu filho passando pelo mesmo lugar por onde ele entrou.
Quero me sentir mais perto de Deus, ao ser capaz de produzir uma
vida e colocá-la de forma segura neste mundo.
Quero sentir meu útero se
contraindo com força, porque eu sou mulher e eu me sinto muito orgulhosa de poder gerar, gestar, parir e alimentar uma criança e se eu não vim no mundo para isso, eu não sei exatamente então o que eu vim fazer aqui.
Quero sentir
cada contração como se fosse o sopro de Deus direto para dentro do meu corpo, fazendo cada célula do meu corpo tremer com a energia desse evento.
Quero que meu filho sinta cada uma dessas contrações como se fosse um abraço forte que eu dou a ele, e como se Deus pessoalmente o estivesse embalando.
Quero que ele perceba que algo importante e grandioso está para acontecer na vidinha dele. Quero que ele confie em mim para o resto da vida, como sendo aquela pessoa que lhe deu a vida e o colocou em segurança para fora do finito espaço uterino.
Quero que ele confie nele mesmo para sempre e saiba
que com esforço e perseverança ele consegue o que quiser.
Quero que ele
saiba para sempre que eu e ele juntos, com o apoio do pai dele e a torcida do irmão, podemos tudo, que não há limitação para a nossa força!
Quero
provar a mim mesma que sou uma pessoa capaz, que meu corpo não é meu inimigo, pelo contrário, que ele é meu amigo, meu companheiro, meu templo e meu porto seguro.
Quero recuperar tudo o que perdi e o que me roubaram
quando tive bebê pela primeira vez.
Quero me sentir poderosa, forte,
vitoriosa, criativa, emotiva, grande, bonita, durante o parto e para sempre.
Quero que meu filho nasça e venha imediatamente para o meu colo, para os meus braços, para os meus lábios, para as minhas mãos, para os meus peitos, e para isso preciso ter um parto natural.
Quero que meu filho nasça em paz,
sem dor, sem ser arrancado das minhas entranhas porque eu não me esforcei o suficiente. Quero que, se as intervenções forem necessárias, elas só o sejam
porque eu fiz tudo o que estava ao meu alcance para evitá-las. Quero que meu filho nasça livre de drogas, e que assim permaneça por toda a vida, para que ele possa sentir sempre a beleza da vida de cara limpa, de pele limpa, de olhos limpos. Quero que ele se sinta calmo e seguro, por estar sempre nos braços meus ou seus, ouvindo minha voz ou a sua, e não fique sozinho chorando num berço aquecido, sem um único som familiar para se acalmar.
Quero sentir-me mais capaz quando tudo isso terminar, uma bruxa, uma deusa, uma sacerdotiza do meu templo particular. Quero sentir minhas entranhas se abrirem e desabrocharem dando uma vida nova a essa criança.
Quero sentir a
dor, a ardência, o tremor, o prazer e a glória de parir.
Quero me sentir
mulher.

Só isso, amor."


Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Refletindo..

Estou participando de uma lista de discussão sobre partos, chamada "parto nosso". Essa mensagem me chamou a atenção, por isso estou colocando aqui, com autorização da autora (Thais Stella):

"Como pode a discussão de um evento tão humano e feminino quanto parto desconsiderar as subjetividades humanas, os significados pessoais, os valores, a cultura? Tudo isso está em jogo, e parece ser minimizado quando o assunto é esse. (Não por você, mas estou aqui refletindo de um modo geral)
Há pouco tivemos aqui uma discussão sobre se a cesárea escolhida deveria ser proibida ou não. E eu acho que o buraco é tão mais embaixo!
Imagine uma adolescente virgem comum. Ela pensa em sua iniciação sexual. E é inevitável que pense também: Será que vai doer?
Imagine um médico fazendo a essa adolescente a seguinte proposta: "Não se preocupe com isso. Eu retiro seu hímem cirurgicamente amanhã, você nem vai sentir nada, e depois disso não será mais virgem, poderá fazer sexo tranquilamente com quem você quiser, sem esse problema pra te atrapalhar ou te preocupar."
Não! Provavelmente ela recusaria. Porque ela idealiza sua primeira vez, acha que será uma lembrança linda, pra se lembrar pra sempre, com um homem que ela escolheu, que seja carinhoso, pelo qual ela esteja apaixonada, ou sei lá o que mais! Cada mulher idealiza de um jeito sua "primeira vez", mas dificilmente qualquer uma delas diria que a primeira vez "tanto faz". Por mais que se preocupe com a "dor" da primeira vez, ela QUER passar por isso.
Já o parto, não. Ao longo da cultura do parto hospitalar, ao longo das histórias hediondas que se formaram na nossa cultura a partir do protagonismo médico, não há mais muito a ser lembrado. É um momento que muitas mulheres desejam poder pular, marcando uma cirurgia, não porque são irresponsáveis e fúteis, mas porque não há nada que pareça ser belo em ter a intimidade invadida, estar no meio de desconhecidos que a desrespeitam, etc,etc do que sabemos que são as intervenções hospitalares. As expectativas são tão tenebrosas, que muitas dizem: "cesárea ou normal, tanto faz, desde que estejamos vivos no final". Mesmo que para nós isso seja o mínimo a se esperar.
Mas ainda não é isso que eu queria dizer.
Não são as evidências que podem resgatar o parto. É o resgate do ENCANTO do que um parto natural pode ser. É a sedução. Não sedução no sentido do engano, mas da conquista pelo desejo mesmo.
Acredito que muitas mulheres desejam marcar cesáreas, porque pensam que estão escolhendo o menos pior para si mesmas e seus bebês. Não se grita, não se judia da "paciente" anestesiada que vai boazinha pra cesárea. No fundo, não desejam de verdade a cirurgia. Quando perguntamos a elas por quê querem cesárea, elas respondem com mitos de bebê sufocado, ou então afirmações do tipo "prefiro um corte na barriga a um na vagina", ou então dizendo que a prima da vizinha da irmã sofreu muito porque o médico subiu na barriga dela, usou fórceps, gritou muito com ela etc,etc... Ou seja, falas de quem não faz idéia do que seja um parto respeitoso de verdade.
Mas posso apostar que se elas soubessem, e além de saber, se pudessem sentir-se capazes de parir naturalmente, (pois muitas dizem: é lindo, mas EUZINHA não conseguiria...) se soubessem do jeito que PODE ser, sendo respeitadas e acompanhadas em todo o processo, vivenciando e participando do nascimento do próprio filho, não abririam mão do seu parto de jeito nenhum. Assim, eu sinto que hoje, o resgate do parto natural passa sim pelas evidências científicas, mas avança na direção do resgate do parto belo. Assim como existe a idealização da primeira vez, que possa existir também o PARTO. Maiúsculo. O parto que faz uma mulher se sentir linda, perfeita, poderosa, fêmea, mamífera, mãe competente desde o primeiro segundo... Como todo parto deveria ser. O parto que faz tremer o mundo masculino, pela força da beleza e transformação.
Se a gente quer mesmo transformar a realidade do nascimento no Brasil, acredito que não é mostrando os males da cesárea e as evidências científicas que provam que o parto normal ou natural é melhor. É mostrando a cada mulher um sonho de parto possível, e muito diferente desse parto que essa sociedade tem nos oferecido. Que se acenda o desejo desse parto em todas as mulheres, e aí sim abalaremos qualquer estrutura. Um desejo aceso e apaixonado me parece ter muito mais força que qualquer evidência.
Depois de muito bater cabeça, minha pergunta atual tem sido essa: Como tornar a BELEZA do parto acessível a todas as mulheres? Como acordá-las para a realidade de que esse desejo pode se realizar e o parto pode ser a exepriência mais linda de suas vidas?"

Segunda-feira, Agosto 17, 2009


Já se passaram 34 semanas de gravidez!! Sarah está cada dia maior e mais esperta, estica, puxa, deita, rola, soluça.. que delícia ficar imaginando como ela será!!

Ao mesmo tempo tenho curtido muito minha princesa mais velha. Alice ficou comigo por quase duas semanas, por causa da gripe suína. Esse período foi muito bom pois nunca passamos tanto tempo juntinhas, todos os dias, e curtimos pra valer.

Uma delícia poder prestar atenção nela dia-a-dia, 24 horas, sem interrupção.. só pra ter certeza de que mesmo passando várias horas por dia na escola não perdi nada.

Minha pequena já vai completar 2 anos dia 8 de outubro, todos dizem que passa "rápido", realmente a gente fica com essa percepção porque são tantas novidades em tão pouco tempo!

Alice é uma menina doce, meiga, carinhosa, atenciosa, esperta, muito alegre e sorridente. Não poderia pedir a Deus um presente melhor que esse.. a cada dia que passa tenho mais certeza disso. Estou apaixonada pela minha filha.. e na expectativa pra saber como vai ficar meu sentimento quando a Sarah chegar. Me disseram que a gente não precisa aprender a dividir esse amor, porque ele vai multiplicando conforme os filhos vão chegando.. mas só vou ter essa certeza depois.

Hoje Alice voltou pra escola, depois de uma conversa muito tranquila e demorada com o pediatra dela, que me fez acreditar que realmente não existe razão, neste momento, para não manda-la para a escola, principalmente porque a epidemia já está em declínio e tem feito dias lindos de sol. Tomara que o vírus maldito tenha torrado com o calor do sol..

Agora vou começar os preparativos para a chegada da minha segunda menina, que também tem nome de princesa.

Ainda não lavei roupinhas, montei berço, nada! Tenho sonhado muito com a chegada dela, e algumas vezes sonho que ela nasceu numa hora inesperada e não tinha nada pronto.


Sexta-feira, Julho 24, 2009

Para o aniversariante..




Matheus é um homem de fibra, corajoso, ambicioso, que sempre está buscando uma forma de crescer, em todos os sentidos. Se esforça para manter o corpo saudável, envolvendo-se em atividade física quase diariamente, e frequentando corridas e maratonas. Gosta de se olhar no espelho pra ter certeza de que está com boa aparência, faz questão de controlar o peso e a alimentação.

Matheus é um pai presente, amoroso, dedicado à Alice em qualquer circunstância, deixaria qualquer coisa de lado para cuidar, acarinhar, acalentar, conversar, pois o amor é incondicional. Fica cansado mas não deixa de brincar, correr, pular na cama elástica.. Vai à escola para reclamar de algo que acha estar errado. As garras de leão estão sempre afiadas para defender a cria.

Matheus é um futuro pai já participante, compreensivo, carinhoso com a mamãe da segunda filha que está a caminho. Já conversa com a Sarah e faz planos para o seu futuro. Compreende as chatices da gravidez e curte seu lado bom, colocando a mão na barriga para sentir cada chute, e assumindo as tarefas da casa e com Alice para a mamãe da Sarah descansar.

Matheus é um filho e neto também presente, que não deixa nunca de lembrar e de se comunicar com seus pais e avó.

Matheus é um profissional competente, que investe de verdade no que faz, não gosta de deixar nada pela metade, já deixou de dormir e de comer para cumprir as tarefas assumidas na empresa.

Matheus é um namorado carinhoso que adora massagem, beijo, abraço e chocolate.

Matheus é um amante e marido de verdade, homem no mais forte sentido da palavra, homem que cuida, que ama, que ampara, que participa..

Matheus hoje completa 36 anos de vida e, com qualidades e defeitos, é o homem da minha vida.

Parabéns meu amor!